São quatro da manhã e estou a olhar pela janela na esperança que amanheça depressa.
já perdi a conta de todos os textos que comecei desde que aqui estou e ainda nem coragem tive para admitir que sou mais fracota do que me achava.
Fui colocada em estágio nas Caldas, e em vez de ficar radiante como um dia achei que ia ficar, só se viram lágrimas a escorrer pela minha cara...
Aquelas lágrimas de menina mimada quando lhe tiram a boneca da mãe... Foi assim que me senti... Revoltada, zangada por me terem obrigado a fazer uma coisa contra a minha vontade...
Gritei, barafustei (até roquei umas quantas pragas inofencivas, pequeninas) e mesmo assim vim parar aqui...
Não queria mesmo nada estar no lugar de quem tem lidado comigo porque nestas últimas semanas o meu humor tem sido tudo menos estável...
Estou aqui em corpo mas a minha mente está longe...E agora que se aproxima a hora de voltar, de me unir outravez o tempo decide parar de correr e começar a caminhar lentamente como se fosse um turista inglês a admirar as fachadas de um velho prédio decrépito.
Estou cansada... Exausta... De estar num lugar onde eu não sou eu, onde nada é meu e nada tem haver comigo... Exausta...
E não é só por serem 5 da manhã e já ter andado a adiantar trabalhos... Não é só por ter umas olheiras do tamanho de dois lagos...
Estou cansada porque quando finalmente me começo a sentir feliz e me acomodo ao sentimento surge algo que me rouba essa alegria.
Estava tão bem no meu canto, e derepente fui arrancada cinco semanhas para um sitio que não conhecia e para onde não queria ir...
Eu sei, que a vida tem destes caprichos e gosta de nos virar ao avesso mas às vezes é dificil voltar ao de cima...
Ando a fazer-me lembrar o meu fantoche da história do capuchinho vermelho...
De um lado era o capuchinho, mas bastava puxar a saia para ficar o lobo disfarçado de avozinha...
Sou capaz de estar serena perto de pessoas que pouco ou nada me dizem e ao mesmo tempo estar revoltada com as pessoas próximas de mim...
Ao mesmo tempo que tenho vontade de me colar a elas e implorar que nunca me deixei, ao mesmo tempo que quero continuar coberta de saias e saiotes que fugir de todos eles e gritar com toda a minha força aos ouvidos de alguém...
Sou e hei-de ser sempre inscontante... Gosto de não ser facil de definir... Mas ao mesmo tempo gostava que alguem conseguisse compreender em mim o que eu propria nao entendo...
Gostava que alguém me explicasse os meus porques, porque ajo da forma que ajo...
Gosto tanto de mentir a mim mesma quando digo que ninguem me conhece melhor que eu...
já perdi a conta de todos os textos que comecei desde que aqui estou e ainda nem coragem tive para admitir que sou mais fracota do que me achava.
Fui colocada em estágio nas Caldas, e em vez de ficar radiante como um dia achei que ia ficar, só se viram lágrimas a escorrer pela minha cara...
Aquelas lágrimas de menina mimada quando lhe tiram a boneca da mãe... Foi assim que me senti... Revoltada, zangada por me terem obrigado a fazer uma coisa contra a minha vontade...
Gritei, barafustei (até roquei umas quantas pragas inofencivas, pequeninas) e mesmo assim vim parar aqui...
Não queria mesmo nada estar no lugar de quem tem lidado comigo porque nestas últimas semanas o meu humor tem sido tudo menos estável...
Estou aqui em corpo mas a minha mente está longe...E agora que se aproxima a hora de voltar, de me unir outravez o tempo decide parar de correr e começar a caminhar lentamente como se fosse um turista inglês a admirar as fachadas de um velho prédio decrépito.
Estou cansada... Exausta... De estar num lugar onde eu não sou eu, onde nada é meu e nada tem haver comigo... Exausta...
E não é só por serem 5 da manhã e já ter andado a adiantar trabalhos... Não é só por ter umas olheiras do tamanho de dois lagos...
Estou cansada porque quando finalmente me começo a sentir feliz e me acomodo ao sentimento surge algo que me rouba essa alegria.
Estava tão bem no meu canto, e derepente fui arrancada cinco semanhas para um sitio que não conhecia e para onde não queria ir...
Eu sei, que a vida tem destes caprichos e gosta de nos virar ao avesso mas às vezes é dificil voltar ao de cima...
Ando a fazer-me lembrar o meu fantoche da história do capuchinho vermelho...
De um lado era o capuchinho, mas bastava puxar a saia para ficar o lobo disfarçado de avozinha...
Sou capaz de estar serena perto de pessoas que pouco ou nada me dizem e ao mesmo tempo estar revoltada com as pessoas próximas de mim...
Ao mesmo tempo que tenho vontade de me colar a elas e implorar que nunca me deixei, ao mesmo tempo que quero continuar coberta de saias e saiotes que fugir de todos eles e gritar com toda a minha força aos ouvidos de alguém...
Sou e hei-de ser sempre inscontante... Gosto de não ser facil de definir... Mas ao mesmo tempo gostava que alguem conseguisse compreender em mim o que eu propria nao entendo...
Gostava que alguém me explicasse os meus porques, porque ajo da forma que ajo...
Gosto tanto de mentir a mim mesma quando digo que ninguem me conhece melhor que eu...
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