Somos humanos. Começo por me relembrar disto...
Errar faz parte da nossa natureza e da nossa eterna imaturidade enquanto seres em continua construção; aprendemos a construir a nossa identidade muito na base da tentativa e do erro, não me agrada confessa-lo, mas a verdade é que para a acertar é preciso errar muitas vezes primeiro.
Não sabemos sequer como acaba o dia de hoje, e que reviravoltas no traz o virar da próxima hora mas quantas vezes já dissemos uma frase começada por "eu nunca...", "Jamais" ou "Nem em sonhos"?
Parece que gostamos de nos enganar a nós próprios e dizer que sabemos quais os caminhos que vamos seguir sem saber sequer para onde nos levam os nossos pés; porque no fundo todos queremos esquecer que não podemos dizer "Desta água não beberei".
È fácil de falar...È fácil não estar na pele das pessoas e criticar sem saber o que lhes vai na alma, talvez até em demasia.
Julgar alguém que teve, aos nossos olhos, uma atitude moralmente incorrecta é simples, fazemos- lo diariamente quase sem pensar, este veneno flui no sangue de todos, é nos inata a capacidade de nos cingir aos nossos umbigos e esquecer, ainda que por míseros segundos, que o mundo não se cinge aos nossos sistemas de valores.
O engraçado é que existe um reverso da moeda, até um raio de luz deixa uma sombra...
O destino encarrega-se de testar as nossas teorias e de nos fazer provar o quanto somos dignos ou não de julgar os outros.
Perante as situações( quando as vivemos na pele) raramente nos mantemos fieis aos nossos princípios logo de inicio; precisamos ponderar e medir os prós e contras das nossas decisões
Mesmo que na teoria a nossa posição estive-se firme, a verdade é que na corda bamba não sabemos para que lado nos havemos de virar...
Admito que não sou santa e não caminho nessa direcção, mas por vezes preciso mesmo travar a língua para não arriscar cometer o erro de deixar que as minhas opiniões pessoais se reflictam nas dos outros. È difícil, nem sempre me paro a tempo... Lá está é fácil de falar, não tão fácil de entender...
Eu,á disse nunca tantas vezes... Já tentei adiantar-me e correr a frente do destino tanta vezes que ás vezes me chego a esquecer, que uma coisa é estar dentro de casa a ver a tempestade destruir o mundo lá fora, outra coisa é estar no centro da tempestade e vê-la derrubar tudo a nossa volta á medida que passa.
Estar no centro do furacão altera sempre a nossa visão do mundo que nos rodeia, nem sempre nos podemos manter seguros e por vezes é mesmo preciso soltar a mão...
Assim como já perdi a conta de todos os nuncas que já proferi na vida, mundo, já perdi a conta de quantas vezes me agarrei e de quantas vezes já tive de largar a mão.
Existem muitas teorias que regram a nossa existência, quer míticas, religiosas ou cientificas, teorias não passam de teorias, quando postas á prova ou são aceites ou rejeitadas.
Não é vergonha nenhuma admitir o erro, não é vergonha nenhum fraquezar, vergonha é esquecermos-nos que somos humanos e ter vergonha de errar.
Nada nesta vida á a preto e branco...

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