February 17, 2008

Pensar duas vezes


Peco muito por falar sem pensar. Às vezes esqueço-me que as palavras que same das nossas bocas são ambiguas e livres de significação única, podendo ser intrepertadas das mais várias maneiras. Muitas vezes disse coisas sem pensar e depois vim a arrepender-me de ter aberto os meus lábios e solto tais palavras.
Digo sempre que vou moderar o que digo e pensar duas vezes antes de o dizer, mas acabo por me trair a mim mesma, pois só ouço a minha consciência no fim do mal estar feito. È tal e qual como dizer que detesto chuva e depois quando chove, fechar o meu chapéu para a sentir tocar o meu rosto.
Será a minha consciência um mecanismo de acção retardada? Só a ouço depois das asneiras feitas... Ou serei eu que tenho uma acção imediata e ainda não aprendi a controlar os meus impulsos?
A imagem... O jovem sou eu, impulsivo... O senhor de bigode a minha consciência... Andamos á luta mas como eu sou impulsiva e desmedida acabo por ganhar sempre o primeiro round da luta... No entanto a minha consciência é mais sabia que eu, e ao segundo round deixa-me KO, ou seja, eu faço as coisas no primeiro instinto, mas depois a minha consciência planta medos e dúvidas em mim que vão crescendo e ganhando raízes que se espalham por todo o meu ser.

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